Blog de Padre Elcio Toledo


 

10ª JORNADA DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES À COMPANHIA DE JESUS
05 de novembro de 2011

 

"Por que um jovem decide ser sacerdote ou
religioso?", você me pergunta. Um jovem faz essa
opção por causa de uma experiência pessoal e
profunda de Jesus. O consagrado a Deus é alguém que
deseja seguir o Senhor Jesus com todo o seu ser, com
todas as suas energias, colocando-se como
instrumento da libertação que Deus realiza no mundo
através da Igreja.

(Padre Ramón de La Cigoña,sj em carta a um jovem)

Breve Acolhida

Canto:

Vem Divino Espírito, do teu amor o fogo acende!
Vem Divino Espírito! Vem Divino Espírito!

Palavra do Senhor: Mt 11, 28-30


Jesus disse:
“Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso
do vosso fardo e eu vos darei descanso. Tomai sobre
vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e
humilde de coração, e encontrareis descanso para
vossas almas, pois meu jugo é suave e meu fardo é
leve”

Breve Silêncio

Senhor, o teu convite é para nós um alento em meio a
tantos apelos em nossos dias!

Conforta nossos corações. Reparte conosco o
peso dos nossos dias.

Cristo, queremos aprender a mansidão e humildade do
teu coração.

Guia nossos passos.

Jesus, quem dentre nós terá a coragem de tomar sobre
os ombros o teu jugo?

Ensina-nos a ser teus companheiros.

Serás, Senhor, o nosso caminho e nossa direção.

Nos aproximamos de Ti e nossa vida se torna
leve.

Silêncio. Reflexão. Oração Pessoal.

Canto:

A alma que anda no amor, não cansa nem se cansa.


Palavra de um jesuíta:


“O tema da vocação sacerdotal não pode ser de maior
importância para a Igreja, dada a missão do sacerdote.
Ao sacerdote confiou Cristo a administração de seus
sacramentos, que são em sua Igreja o meio por
excelência e o caminho usual da efusão da Graça. (…)
O problema da vocação sacerdotal é um problema
cristão em todo o sentido da palavra, que interessa não
só a alguns escolhidos, que poderiam estudar a sua
vocação, mas que é um problema de todos os cristãos:
problema dos pais que queiram dar educação cristã a
seus filhos; problema dos jovens que necessitam de um
guia em seus anos difíceis, para que os dirija em suas
crises de adolescência; problema dos pobres que
precisam de um pai que se interesse por suas
necessidades; problema dos que aspiram a formar um
lar, que necessitarão de um guia para todas a suas
consciências, diretores espirituais; problema dos que
não tem fé, problema dos que não percebem, mas por
isso ainda mais pavoroso, porque necessitam de alguém
que, desinteressadamente, lhes estenda a mão;
problemas dos enfermos que buscarão em vão quem os
alente a entrar serenos na eternidade, e que console
seus parentes e amigos. Toda a vida cristã está cheia do
sacerdote, e todos teriam que se interessar em que seu
número fosse cada vez maior e, sobretudo, a que
aumentassem em espírito.”

(Padre Alberto Hurtado,sj em conferência para jovens da Ação Católica)

Breve Silêncio

Canto

Outra vez me vejo só, com meu Deus
Não consigo mais fugir, fugir de mim
Junto às águas deste mar vou lutar
Hoje quero me encontrar
Buscar o meu lugar

Vou navegar, nas águas deste mar
Navegar... eu quero me encontrar
Navegar... não posso mais fugir
Vou procurar, nas águas mais profundas
No mar... feliz eu vou seguir
Só amar, buscar o meu lugar
Sem dúvidas, sem medo de sonhar!

Ó Jesus, com fé eu te seguirei
Só contigo sou feliz, tu és em mim!
Teu Espírito de amor criador
Me sustenta no meu sim
Me lança neste mar!

Vivo a certeza desta missão
Já não posso desistir, voltar atrás
Mãe Maria, vem tomar minha mão
E me ajuda a ser fiel
Só Cristo é luz e paz!

Preces


Pelas mulheres e homens da África que vivem o grande
desafio de superar os efeitos negativos da dominação
que sofreram nos últimos anos. Para que os jesuítas que
os ajudam sejam fortalecidos e para que outras pessoas
no mundo se coloquem à disposição dessa missão.

Jesus, aumenta nosso desejo de amar e servir.

Pelo povo e governo chinês, a fim de que a paz seja
garantida e novas oportunidades surjam para os que
sofrem no continente asiático. Pelos jesuítas que
assumem aí, entre outros, o trabalho do diálogo entre fé
e cultura. Para que o desejo missionário mova mais e
mais jesuítas a este continente.

Jesus, aumenta nosso desejo de amar e servir.

Pelos jesuítas que dedicam a sua vida à reflexão e
trabalho intelectual, produzindo diálogos entre fé,
ciência, cultura e outros temas candentes em nossa
sociedade. Para que sejam consolados nessa missão que
se mostra muitas vezes árdua e isolada.

Jesus, aumenta nosso desejo de amar e servir.

Pelos trabalhos confiados à Companhia de Jesus pelo
Santo Padre, de modo particular aqueles que estão em
Roma. A fim de que cumpram a missão de manter
unidos os membros da Companhia entre si e com a
Igreja, bem como a Esposa de Cristo a seus fiéis por
todo o mundo.

Jesus, aumenta nosso desejo de amar e servir.

Pelos despatriados, migrantes e refugiados e pelos
jesuítas e outros que dedicam sua vida a consolar e
acompanhar essas pessoas em seu peregrinar neste
mundo. Que encontrem a ajuda necessária para não
perecerem diante dos desafios com que se deparam
todos os dias.

Jesus, aumenta nosso desejo de amar e servir.

Pelos jovens de nossa comunidade e de nossas famílias.
Para que não temam buscar ajuda e discernir sobre a
inquietação que o Senhor lhes coloca no coração e para
que encontrem acompanhantes vocacionais atentos,
capacitados e disponíveis.

Jesus, aumenta nosso desejo de amar e servir.

Pelos Irmãos Jesuítas, que junto com os padres
oferecem sua vida a Cristo servindo-O na missão que
ele confia à Companhia. Para que esta vocação,
essencial para a vida da Companhia, se fortaleça como
sinal de amor e doação e para que os jovens queiram
servir a Cristo como jesuíta irmão.
Jesus, aumenta nosso desejo de amar e servir.

Outras intenções

Pai Nosso...

Oração:


Senhor Jesus, nós te pedimos
que a muitos escolhas e chames,
que a muitos chames e envies,
conforme tua vontade,
para trabalhar pela Igreja
em tua Companhia
pouco ainda fazemos
e tanto mais poderíamos fazer
se não fosse nossa fraqueza
e nossa omissão
por isso, Senhor Jesus,
fica sempre à frente
na história de nossa vida
e na daqueles que escolheste
para teu serviço,
para que não se deixe de realizar,
por negligência nossa,
a totalidade de teu projeto de amor.
Amém

Canto

1. Senhor, toma minha vida nova
Antes de que a espera, desgaste anos em mim.
Estou disposto ao que queiras
Não importa o que seja, chama-me a servir.
Leva-me onde os homens
necessitem tuas palavras
Necessitem meu gosto de viver.
Onde falte a esperança, onde tudo seja triste
Simplesmente por não saber de Ti.

2. Te dou meu coração sincero
Para gritar sem medo: formoso é Teu amor.
Senhor, tenho alma missionária
Conduze-me à terra que tenha sede de Ti.
Secretariado Vocacional
Padres e Irmãos Jesuítas

Rua Apinagés, 2033 – Sumarezinho
01258-001 – São Paulo SP
tel (11) 3862-0342
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www.jesuitas.com.br
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Escrito por P. Elcio Toledo às 16h36
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1º Domingo da Quaresma

NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO

No discernimento espiritual costumamos usar os nomes de “bom espírito” e “mau espírito” para nos referirmos às influências que temos de Deus ou de outras fontes. Esses termos são usados por Santo Inácio em suas Regras de discernimento dos espíritos e se tornaram clássicas na espiritualidade cristã.

Podemos chamar de “bom espírito” toda influência que nos leva para Deus, para a Igreja, ou para uma vivência melhor do Evangelho. Somos influenciados por Deus quando somos tocados por uma palavra da Bíblia, um conselho amigo, alguma letra de canção e desejamos praticar aquilo que aprendemos.

Chamamos de mau espírito todo o contrário. É aquela influência que nos leva a agir segundo nosso egoísmo e nossa vaidade e nos afasta de Deus. Somos influenciados pelo mau espírito quando uma propaganda do mundo nos leva a alimentar valores contrários a Deus.

O discernimento é saber distinguir se o que nos influencia vem do bom ou do mau espírito.

Para uma pessoa que vem crescendo na fé, que já tem uma vida espiritual e participa ativamente da Igreja pode parecer mais fácil: O que vem de Deus nos leva à Igreja e o que não vem Dele, nos afasta dela! Porém nem sempre é tão fácil, pois a influência do mau espírito age em todos, e para essa influência damos o nome de tentação.

Até Jesus teve suas tentações (Mt 4, 1-11; Lc 4, 1-13). Jesus estava bastante afinado com a mensagem do Pai. Claro que não desistiria de sua missão com facilidade. A voz do mau espírito não conseguiria que Jesus se calasse diante de sua missão então ela age em outra direção, na de gritar sobre a missão ou de realizá-la pelo meio mais fácil.  As tentações de Jesus foram no sentido da comodidade de usar seu poder para si próprio, da facilidade pelos milagres, da utilidade de usar o poder de Deus para conseguir o poder e da brevidade de sua missão. Por que a tentação ia no sentido de que se Jesus seguisse os conselhos do tentador sua missão teria êxito em poucas semanas. Foi realmente uma tentação.

Qual o critério que Jesus usou para descobrir que essa voz não vinha de Deus? Confrontá-la com a voz do Senhor. Para cada tentação Jesus recordou-se de algum versículo que o ajudou a discernir. Mas não foi apenas a lembrança dos versículos, foi a assimilação do valor que está atrás dele, pois o tentador também usou a Bíblia para tentá-lo (Mt 4, 5-6), mas de uma forma que a fizesse dizer o que ele queria que ela dissesse e não no sentido de ouvi-la e obedecê-la.

Jesus já tinha assimilado de Deus a forma como deveria agir e nenhuma tentação poderia colocar-se entre ele e o Pai, por isso resistiu e venceu.

Nós também devemos assimilar os valores bíblicos do Reino de Deus, que são ensinados pela Igreja e vividos pelos cristãos. Assim teremos os critérios para distinguir se é Deus quem nos influencia ou se somos influenciados pelos tentadores que querem nos afastar de Cristo.

Não foi à-toa que Cristo nos pediu que rezássemos ao Pai pedindo que “não nos deixasse cair em tentação, mas nos livrasse do mau”.



Categoria: HOMILIAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 22h34
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COMUNIDADE VOCACIONAL DOS JESUÍTAS

Rua Ricardo Tim 183 –Ponte Preta  CEP 13041-460 CAMPINAS SP F. 19 3234 7158

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Escrito por P. Elcio Toledo às 23h19
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02 02 2011

Homilia de abertura da CV-2011 – Solenidade da Apresentação do Senhor.

 

Queridos irmãos e irmãs. O tempo litúrgico do natal não dura mais que algumas semanas, terminando com a festa do Batismo do Senhor que normalmente é ainda na primeira quinzena de janeiro. No entanto as celebrações dos mistérios da infância do Senhor se espalham pelo ano. E isso porque damos valor ao fator temporal das datas. Assim a festa da anunciação do anjo à Maria é 25 de março, nove meses antes do natal. O nascimento de João Batista é 24 de junho, visto que quando ele nasceu Maria contava três meses de gravidez. E a apresentação do Senhor, realizada no 40º dia de nascimento, só pode ser celebrada no dia 2 de fevereiro, 40 dias depois.

Essas festas do mistério da infância renovam o espírito natalino e o distribuem pelo ano. Assim que hoje estamos celebrando uma festa natalina, um tempo natalino inserido no tempo comum, lembrando-nos que Jesus se apresenta, nasce, no comum de nosso cotidiano.

E celebrar essa festa na abertura da Comunidade Vocacional tem muito sentido. De fato muitas congregações, e a Companhia em particular, têm nessa data o início do processo formativo de seus membros. São muitos os jesuítas que celebram hoje seu aniversário de ingresso em nossa Ordem. E isso porque nessa data apresentam suas vidas ao Senhor.

Não nos esqueçamos quem é que se apresenta no templo e causa a alegria de Simeão e Ana. Quem é que se apresenta ao mundo no dia de hoje? É aquele menino que ficaria 30 anos no escondimento de Nazaré. Aquele menino que se prepararia durante muitos anos para depois surgir com luz para as nações.

Também vocês hoje aqui se apresentam. E também haverá um tempo de Nazaré, tempo de formação e meditação sobre suas futuras missões. Para alguns de vocês, que já tinham uma missão na igreja local, pode até parecer um retrocesso. Mas é somente nessa Nazaré que a luz encontrará condições de brilhar.

A festa de hoje, por uma tradição da antiga Gália (atual França) é a festa das luzes. E Maria é apresentada como Nossa Senhora da Candelária, ou das Candeias. Não temos luz própria, mas queremos que o Cristo brilhe em nós. Que essa festa da apresentação do Senhor, também seja nossa apresentação diante dele para que um dia possamos ajudá-lo a brilhar mais ainda.

Amém

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Categoria: HOMILIAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 23h19
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ELE PROCURAVA VER

 

               “Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade. Havia ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos. Ele procurava ver quem era Jesus.”(Lc 19,1-3)

            Zaqueu é um homem que busca. Na sua procura, esquece-se de si próprio. Procura porque está insatisfeito, descontente consigo e com tudo o que o rodeia.

             Ele procurava ver quem era Jesus. Tinha ouvido falar d’Ele mas ainda não o conhecia. Agora era a oportunidade. As oportunidades são como as águas de um rio: irreversíveis; se não se aproveitam no momento que acontecem, nunca mais volta. Zaqueu sabia disso.

            “... mas não podia por causa da multidão, pois era muito baixo. Então, correu adiante da multidão e subiu numa amoreira para ver Jesus, que devia passar por ali...”. (Lc 19, 3-4)

            Como sempre sucede, uma multidão de obstáculos se opunham entre Zaqueu e Jesus.

            Zaqueu fez o que pôde. Superou os obstáculos, e não se importou, nem um pouco em se fazer de ridículo subindo numa árvore. Venceu todo preconceito humano para chegar a Jesus.

            “... Quando Jesus chegou naquele lugar, olhou para cima e disse a Zaqueu:

            - Zaqueu, desça depressa, porque preciso ficar hoje em tua casa...” (Lc 19,5)

            O mais lindo do relato é ver que, se Zaqueu se interessava por Jesus, Jesus, fazia tempo, já se preocupava por Zaqueu: ele conhece-o pelo nome. O que busca, já muito antes, é procurado pelo Senhor! Como dizia uma velha senhora: “Embora não pensemos n’Ele, Ele continua pensando em nós”.

            “... Então, Zaqueu desceu depressa, e o recebeu em sua casa com muita alegria. Todos os que viram isto começaram a resmungar:

            - Este homem vai se hospedar na casa de um pecador!...” (Lc 19,6-7)

            Zaqueu acolheu Jesus na sua casa, e o fez com muita alegria. Como não podia deixar de acontecer, houve “fofocas” a respeito disso. Você já reparou que quando alguém se converte ao Senhor, sempre suscita a ira e a inveja daqueles que vivem sob a orientação de falsos mestres?

            “... Depois Zaqueu se levantou, e disse ao Senhor:

            - Escute, eu vou dar metade dos meus bens aos pobres. E se tenho roubado alguém, vou devolver quatro vezes mais.

            Aí Jesus disse:

            - Hoje a salvação entrou nesta casa...” (Lc 19,8-9)

            Zaqueu converteu-se realmente. Ele compreendeu que a fé não é algo só para ser vivido entre quatro paredes, mas que deve ter uma conotação social: “a metade dos meus bens pertence aos outros”.

            Zaqueu percebeu que sua riqueza acumulada não podia ser uma expressão verdadeira de fraternidade e justiça.

            Zaqueu hoje é você...

 

            ... Se existir um certo vazio interior que o faz procurar algo mais profundo e verdadeiro;

            ... Se você se interessa realmente por saber quem é Jesus sem se importar pelas gozações e comentários que seus gestos de aproximação levantem nos outros, naqueles outros que ouvem falar d’Ele, o vêem, mas nada fazem;

            ... Se diante dessa procura você, sendo chamado pelo seu nome, interiormente, o aceita e o segue, mesmo sabendo que esse Cristo é radical, incomoda, e que todos os outros começam a resmungar falando mal de você;

            ... Se você fosse ainda mais adiante, despojando-se todos os seus excessos, optando por uma vida simples, onde o SER é mais importante que o TER e que, este como aquele, devem estar a serviço dos outros.

 

PALAVRA DE DEUS - Lc 19,1-10

REVISÃO DA ORAÇÃO – Como você tem colocado tudo o que é e tem a serviço dos outros?

                                      Qual o aspecto da vida de Jesus que mais lhe custa viver? mais lhe questiona? mais lhe assusta?    

                                      Coloque seu desejo de colocar a vida ao serviço dos irmãos em uma frase para que possa ser um lema a ser seguido em seu caminho.



Categoria: HOMILIAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 07h10
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O PEREGRINO

 

Ele era sedentário

num canto dessa nação

vivia de salário,

cumpria seu horário

dentro da profissão.

Cumpria com valia

sua honrada missão.

Fazia o que sabia

demonstrando alegria

por entender a situação.

Mas nem tudo conhecia

de sua ocupação:

não sabia que fazia

de seu pequeno dia a dia

a sua libertação.

 

De fato, como podia

o operário sem instrução

saber que ele cumpria

o que o Filho de Maria

queria para a redenção.

 

O operário não percebia

que o fruto de sua ação:

o pão que ele comia,

a água que ele bebia,

tudo lhe serviria

para mostrar-lhe a vocação.

 

Um dia para rezar

numa igreja ele entrou,

numa imagem pôs-se a olhar

e começou a meditar:

o que será que Jesus falou

quando depois de tanto amar

e os pecados perdoar,

o mundo o crucificou?

 

Nisto veio-lhe a mente

uma parábola de Jesus

aquela em que a semente

morre e, de repente,

muitos frutos produz.

 

Então pôs-se a falar:

- Senhor, e eu que pensava

que iria te encontrar.

numa missa a rezar

e ali te procurava,

mas comigo sempre estavas

e não reconhecia

que no serviço que prestava

na lavoura que plantava

e nos frutos que colhia,

era ali que tu estavas

era ali que me ensinavas

aquilo que eu não entendia

E no seu passado

começou a refletir

e viu que era feliz

e ele mesmo se diz:

- deixe de ser mascarado

felicidade é pra se repartir.

 

Lembrou que da mesma flor

saem diversos grãos

e com a ajuda do vento,

mesmo que seja lento

leva-a para onde for

fecundando outro chão.

 

Assim o operário

mesmo sendo um menino,

deixou de ser sedentário

e tornou-se um peregrino

estando sempre a buscar

não conhecendo descanso,

uma forma de ajudar

o mundo a encontrar

aquele que é justo e manso.

 

Um dia foi iluminado

por uma grande luz

e ficou contagiado

pois havia encontrado

a sua doce cruz.

Ele ainda não sabe

o que o conduz

ao caminho que se abre

pra que ele seja padre

na Companhia de Jesus.

 

Agora está na estrada

que o leva a ser feliz,

servir a igreja amada,

se preciso enfrentar espada;

é o coração quem lhe diz.

Ele está realizado

por seguir seu destino

e não está sozinho

mas está acompanhado

por um grande soldado

que lhe mostra o caminho.

 

E com ele vão também,

outros santos companheiros

que fizeram-se companheiros

unidos no ideal

de ser fermento e sal

no mundo inteiro. AMEM

 

(poema feito por um jovem vocacionado em 1988)

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Categoria: CRONICAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 22h38
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aconteceu...

GAVI – BH

 

Aconteceu  o GAVI-BH neste final de semana, com a participação de cinco vocacionados:

·        Alessandro (BH),

·       Alex (Paulista),

·       Lauro (Barroso),

·       Magson (Belo Oriente)

·       Paulo Henrique (BH).

 

Alguns chegaram sábado e puderam participar da festa junina da FAJE, animada pela banda de forró dos escolásticos da filosofia - "forró pesado"!

 

Nosso encontro, no domingo, foi enriquecido com a participação do jesuíta italiano Giangiacomo, SJ, que nos falou um pouco de sua vocação e de como os Exercícios Espirituais foram importantes na sua trajetória como jesuíta.  A sua presença despertou no grupo muitas curiosidades sobre a universalidade da Companhia e a missão além fronteiras.  

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Categoria: VOCACIONAL
Escrito por P. Elcio Toledo às 14h34
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partilha

SERVIDORES DA MISSÃO DE CRISTO

Leandro Narciso de Almeida

 

Como parte do processo de discernimento vocacional para a Companhia de Jesus, tive a oportunidade de fazer uma convivência na Comunidade Vocacional durante o feriado de Corpus Christi. Foram apenas quatro dias, mas que foram (e serão) muito importantes para este discernimento vocacional.

Dentre as atividades realizadas durante estes dias destacam-se a vida comunitária, a oração em comum, o apostolado junto às comunidades e a atividade voluntária entre os mais pobres e sofridos.

Gostaria de relatar uma experiência marcante: no segundo dia da convivência acompanhei os vocacionados David, Hugo e Ulisses em uma atividade voluntária a uma entidade que acolhe pessoas portadoras do vírus HIV/Aids, e dependentes químicos de drogas e álcool. O que os meus olhos viram me deixou angustiado, aflito. Não sabia descrever ao certo qual era o meu sentimento.

No último dia da convivência, o domingo, o Evangelho falava da compaixão que Jesus teve da viúva que acompanhava o funeral do seu filho (cf. Lc 7, 11-17). Percebi que este foi também o meu sentimento: compaixão por aqueles que sofrem.

Para terminar esta mensagem, encontrei na 35ª Congregação Geral, a síntese do que vivi nestes dias: “Em qualquer missão que realizamos, procuramos apenas estar onde Ele nos envia. A graça que recebemos, como jesuítas, é estar com Ele e com Ele caminhar, olhando o mundo com os Seus olhos, amando-o com o Seu coração e penetrando no seu íntimo com a Sua infinita compaixão.” (CG XXXV, dec. 2, § 15).

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Categoria: VOCACIONAL
Escrito por P. Elcio Toledo às 14h05
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CONVIVENCIA NA C.V.

 

No feriado de Corpus Christi estiveram de convivência na Comunidade Vocacional os jovens do GAVI de SP:

·       João Elton de Jesus, de Guarulhos.

·       Leandro Narciso de Almeida, de São Paulo

Eles participaram de tudo que ocorreu na C.V. como a participação nas festividades de Corpus Christi e das atividades rotineiras da casa. Destaca-se participação deles no encontro de crismandos que ocorreu na casa Santo Inácio no dia 06.

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Categoria: VOCACIONAL
Escrito por P. Elcio Toledo às 22h54
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ACONTECEU

GAVI   B. H.

 

Dia 23 ocorreu mais uma reunião do Gavi/BH, com apenas 2 candidatos:

·       Alex (B.H)

·       Paulo Henrique (B.H.)

Em virtude da celebração de Pentecostes, quatro candidatos não puderam participar por conta de estarem envolvidos na celebração de suas respectivas comunidades.

 

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Categoria: VOCACIONAL
Escrito por P. Elcio Toledo às 16h27
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dia do trabalho

Nossa homenagem a todos os trabalhadores do Mundo

QUANTO VALE UM CORAÇÃO?

Ziza Fernandes

 

Quanto vale aquele homem
Com sorriso quebrado, vestido laranja
A vida encurralada, dando a sua canja
Enquanto leva o lixo do meu chão?

 

Onde vai aquele homem
Pulando a madrugada no seu caminhão
Gastando o seu suor no meu sabor sagrado
Enquanto assa o trigo do meu pão?

O que pensa aquele homem
Que cheira gasolina e lustra o meu espelho
Enche o meu tanque e vai de lotação
Enquanto abastece minha contramão?

 

Quem vai ser aquele homem
Que veste o meu medo e calça minha sombra
Que sempre me assusta na escuridão
E ganha uma moeda como redenção?

 

Quanto vale um coração?
Isso não se fala, não
Um rosto que se possa olhar
Mais do que tem pra oferecer

 

Quanto vale um coração
Você não sabe, não? Nem eu!
Só Deus vê...
Muito além do que se pode ver

 ouça essa música no You Tube

 



Categoria: CRONICAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 09h35
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GAVI BH

GAVI EM B. H.

 

No último dia 25 de abril aconteceu o GAVI em Belo Horizonte. Apareceram quatro vocacionados, todos como primeira participação:

Flávio (Betim),

Gilberto (Belo Horizonte),

Paulo Henrique (Belo Horizonte) e

Thiago (Manhumirim),

Quem coordenou o encontro foram os estudantes jesuítas Franklin e Edmilson, que animou com seu violão o encontro

Se você é da região de BH e quer conhecer o GAVI-BH comente essa notícia e deixe seu e-mail

 



Categoria: VOCACIONAL
Escrito por P. Elcio Toledo às 15h22
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06/02/2010

HOMILIA DE ABERTURA DA COMUNIDADE VOCACIONAL 2010

(Iª PARTE)

 

Nilson Maróstica, SJ

Campinas, 06 de Fevereiro de 2010

Eu gostaria de falar pra vocês três assuntos distintos, mas muito conectados:

1 – A festa de Hoje: São Paulo Miki e seus 25 companheiros Mártires.

2 – As Leituras de Hoje – Livro de Samuel (Salomão pede a sabedoria)

                                       - Evangelho de Mateus: Jesus Chama os discípulos a um lugar a parte

3 – A história da Comunidade Vocacional

 

1.     São Paulo Miki e companheiros mártires no Japão

1 - Hoje celebramos os 26 mártires japonês que são herdeiros de São Francisco Xavier. Quando Xavier saiu do Japão, ele deixou dois jesuítas para administrarem sua conquista em terras japonesas: O Pe. Cosme de Torres e o Irmão Juan Fernandez. Eles seguiram a risca o projeto de evangelização de Xavier = a inculturação. Xavier queria adaptar o máximo possível o evangelho à cultura japonesa. O Cristianismo enraizou no Japão e se tornou sincero. Assim, ser cristão não era mau visto lá, pois os cristãos vivian com sinceridade e testemunhavam com entrega verdadeira os valores cristãos. Muitos se converteram sinceramente e viviam um cristianismo muito digno do nome.

Nesta época os jesuítas tinham o monopólio da evangelização no Japão, pois um breve papal entregava o Japão como terra de missão exclusiva dos jesuítas. Os portugueses tinham o monopólio do próspero comer cio em terras japonesas. O Japão era um reino dividido entre vários Daimôs = governadores. O rei Hideyoshi tinha medo do cristianismo pensando ser instrumento de dominação dos espanhóis. Quando os espanhóis vieram para as Filipinas eles trouxeram os franciscanos para o Japão e estes vieram ostensivamente e se fixaram em Nagasaki e na capital. Os franciscanos tinham outros métodos de evangelização, usando o latim e toda tradição romana. Criavam polêmicas com os governadores e com os reis. Ai começa a batalha e Hideyoshi quer a expulsão dos cristãos, mas o legado papal, com muita diplomacia consegue reverter o processo e a igreja começa a crescer silenciosamente. A grande característica da evangelização no Japão, desde a época de Xavier, foi a boa formação de um grande número de catequistas. E bons catequistas.

Quando o navio São Felipe, que ia em direção ao México encalhou em águas japonesas, Hideyoshi confiscou o navio e seus bens. Os espanhóis se vingaram disso dizendo que os jesuítas japoneses eram espiões espanhóis que tramavam a conquista do Japão. Imediatamente o Rey manda prender e condena a morte os 26 líderes cristão dos catequistas. Seis franciscanos, três jesuítas e 17 leigos japoneses.  Eles foram condenados como criminosos. Condenados à crucifixão na colina de Nishizaka, 300 metros acima de Nagasaki. Foram feitas 26 cruzes personalizadas: todas sob medida dos condenados. Quando os mártires chegaram ao lugar do martírio, correu cada um para sua cruz e a abraçou. Cada um foi amarrado violentamente a sua cruz e depois começaram a espetar as laças no coração, a começar de fora para dentro até chegar em Paulo Miki que estava no centro.

Durante todo o tempo que estiveram atados à cruz, Paulo Miki não deixou de instruir os cristãos ali presentes e todos cantavam hinos de uma missa. Fui sua última celebração: sua entrega. Ao terminar o martírio, os cristãos chorando correram para encharcar suas roupas com o sangue dos mártires e a tirar pedaços de roupa deles como relíquia.

Os mártires eram gente como nós: 6 franciscanos, 4 espanhois, 1 mexicano, 1 indiano. Os japoneses eram: 1 forjador de espadas, 1 fabricante de arcos e flexas, 1 samurai, 1 garoto de 13 anos (Antonio de Nagasaki) 1 garoto de 12 anos (Luiz Ibaraki), 1 médico, 1 farmacêutico, que antes da conversão tinha um gênio terrível e depois se transformou num doce e bondoso catequista.

Os jesuítas eram Paulo Miki de 33 anos, bem formado, bom teólogo e excelente pregador; João de Goto de 19 anos, irmão; e Tiago Kisai, convertido de um mosteiro de bonzos, depois casou- se com outra que havia sido monja bonzo, e que depois desistindo do cristianismo voltou ao mosteiro bonzo e Tiago se fez irmão Jesuíta.

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Categoria: HOMILIAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 14h11
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06/02/2010

HOMILIA DE ABERTURA DA COMUNIDADE VOCACIONAL 2010

(IIª PARTE)

 

1.     A sabedoria de Salomão

2 – Na primeira leitura ouvimos que o Senhor disse a Salomão para escolher o que quisesse que seria atendido. Salomão, reconhecendo que era somente um adolescente, pediu somente a sabedoria para poder governar bem a Israel. Isso agradou a Deus que lhe prometeu dar mais do que pedia, riquezas e bens que nenhum rei jamais havia tido.

Esse trecho do livro de Samuel nos lembra algo precioso do evangelho: “buscai primeiro o reino de Deus e tudo o mais vos será acrescentado” Salomão confiou no Senhor e não pediu nada para si, mas para o seu reino e Deus lhe deu sabedoria e riqueza. Ele foi o maior de todos os reis de Israel e o povo e todo o reino conheceu a prosperidade. Salomão foi muito diplomata e estabeleceu comercio com todos os vizinhos e trouxe prosperidade para a religião e para o reino. Na sua época se construiu o grandioso templo, adornado com madeiras, pedras e ouro finíssimo. Não usando o poder egoisticamente teve muito mais do que poderia sonhar.

No evangelho Jesus chama seus discípulos a um lugar a parte para relaxarem. Ali ele começa a instruí-los e a orientá-los nas lutas diárias e a impregná-los com os valores do reino. Eles adquirem sabedoria desses momentos de intimidade com o Senhor. Mas não conseguem ficar sozinhos, aparece no texto uma grande multidão, que parecem desamparada, como ovelhas sem pastor. E Jesus se põe a ensinar à multidão.

Estes textos são importantes para aplicarmos na nossa vida, pois nos mostram quem é Jesus – Ele é quem nos ensina, quem nos dá sabedoria para nossa vida de construtores do Reino. Ele é quem nos leva a descansar e ele é sobretudo aquele que nos ensina.

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Categoria: HOMILIAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 14h09
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06/02/2010

HOMILIA DE ABERTURA DA COMUNIDADE VOCACIONAL 2010

(IIIª PARTE)

 

1.     A história da Comunidade Vocacional

3 – Gostaria de aplicar a lição da Colina de Nishizaka, do Livro de Samuel e do Evangelho para a história da comunidade Vocacional que celebra seus trinta anos e sua nova casa em Campinas.

A comunidade vocacional começou a existir por exigência do mestre de noviços. O Pe. Netto recebia muito jovens rebeldes e sem vocação nesta casa. Então ele pediu ao provincial que preparasse melhor os jovens para virem para o noviciado, que pelo menos soubessem alguma coisa de vocação e de vida religiosa.

Assim em 1980 o Pe. Ramon começa em Nova Friburgo uma experiência com 9 jovens, Cristiano Brawne, André Brawne, Otto Fraga, Alexandre Botelho (Merrém), depois vai para Belo Horizonte na comunidade Pedro Arrupe em 1981 com Carlos Alberto Contieri, Alípio Cesar da Silva, José Henrique Sasek e outros. Em 1982 muda para o Bonfim, num agradável colina de Juiz de Fora e ali depois ajudara o Pe. Luiz Antonio, o Pe. Adroaldo, o Pe. Alfredinho. Eu cheguei em 1992 para fazer a mudança para o bairro JK, no Parque Burnier e ali ficamos até 1993 com 18 vocacionados. Em 1994 seríamos 28 vocacionados e mais três jesuítas, por isso (além da fragilidade da estrutura física da atual casa) nos mudamos para a recém construída Casa de Retiros Pe. Hurtado, nas dependências do Colégio dos Jesuítas, no centro. Ali ficamos até julho de 1994, quando a casa da Rua Olegário Maciel, nas Paineiras esteve pronta. No dia 01 de agosto de 1994 nos mudamos para lá com 19 vocacionados e três jesuítas. Nesta casa ajudaram vários Jesuítas: mestre Edson Andretta, mestre Eduardo Beltramini, Mestre Roberto Carlos Dalla Negra, Mestre Acir Miranda, mestre Edison de Lima, Mestre Roberto Donizete, Mestre Alexandre Raimundo de Souza, o Pe. Valdivino, novamente o Ramón e o Pe. Elcio de Toledo ajudado num biênio pelo Pe Herreros e noutro biênio pelo Mestre Reginaldo Sarto (Regis).

Agora a casa é transferida aqui para o nosso antigo noviciado. Serão seis a morar aqui, mais três jesuítas. Será uma mansão para somente nove pessoas. Vocês queridos vocacionados não podem vir aqui para este lugar silencioso para relaxar e descansar, mas devem vir aqui para aprender quem é Jesus, que ele quer de vocês, e para serem testemunhas como os japoneses de hoje. Esta casa não pode ser para uso egoístico de vocês, senão será apenas uma mansão, ela deve ser preenchida por uma multidão a ser pastoreada. Esta casa deve até mesmo não ser conhecida como comunidade vocacional, mas centro de evangelização da juventude, dos universitário: público tão caro a Santo Inácio. Os corredores desta casa devem ser local de encontro com jovens que encontram em vocês um sinal de que aqui se vive o cristianismo com sinceridade, como os cristãos de Paulo Miki. Os universitários que freqüentarem a Casa Santo Inácio encontrem aqui entre vocês uma acolhida cristã de testemunho pobre, mas não vazio de sabedoria evangélica, aquela que Salomão pediu para construir e governar seu reino. Aqui vocês aprender a seguir o Senhor e a construir o Reino de Deus. Não queiram ter muito, basta o Reino de Deus, e tudo o mais o Senhor dará por acréscimo a vocês. Assim essa casa deixa de ser uma mansão, e passa a ser um espaço de partilha das alegrias do Reino e do seguimento do Senhor.

Seja esta casa local de encontro, relax, sabedoria, conhecimento, cursos, partilha e de testemunho cristão sincero.

Quando vocês saírem daqui, saiam para seguir o Senhor e todos os que passarem por aqui encontrem em vocês o testemunho dos seguidores desse nosso sábio mestre.

Sejam bem-vindos a 2010

Nilson Marostica sj

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Categoria: HOMILIAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 14h07
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