Blog de Padre Elcio Toledo


jogos olímpicos rio 2016

SOBRE O TAL ESPÍRITO OLÍMPICO

  

Hoje é a abertura oficial dos Jogos Olímpicos no Brasil. Ontem o Papa cumprimentou nosso país e disse que está rezando para que os frutos desses jogos não sejam apenas as medalhas, mas a verdadeira conquista do Espírito olímpico.

Quero refletir com vocês sobre esse tal Espírito Olímpico.

É verdade que todos os países desejam conquistar muitas medalhas. E para diminuir o ambiente competitivo e resguardar a intenção original dos jogos, que é a integração dos povos, criou-se a expressão “espírito olímpico”. Este espírito quer ensinar que o importante não é ficar comparando o quadro de medalhas e identificar quem ganha e quem perde, mas o fundamental nos jogos é cultivar outros valores, como lealdade, auto superação, trabalho em equipe, dedicação, disciplina, perseverança e integração.

Se considerarmos que a maioria dos atletas volta para casa feliz apenas por ter participado das Olimpíadas, então concluímos que existem mais vencedores que perdedores. Aliás, nem deveríamos falar em perdedores, mas em colocados. Ser o último colocado, dentro do espírito olímpico, não é perder. Perder é deixar de ter o que se tinha e ganhar é adquirir algo novo.

No esporte, todos são ganhadores, pois voltam para casa com algo que não tinham, seja a experiência de participar de um evento, seja a fraternidade encontrada, ou mesmo o choro de ter chegado ao topo de sua capacidade, mas ser superado em uma colocação de medalhas. O Espírito olímpico ensina a valorizar o que se ganhou e não o que se deixou de ganhar.

O Espírito Olímpico pode nos ensinar sobre o Espírito cristão. São Paulo falava que o esforço dos atletas para conseguir seu objetivo, deveria ser imitado na busca da santidade: “Os atletas correm para ganhar uma coroa perecível; nós, para ganharmos uma coroa imperecível(1Co 9, 24-25). Aprendemos do esporte a determinação, o entusiasmo, a dedicação e o esforço para levarmos uma vida mais santa e próxima de Deus. Se o nosso objetivo é seguir o Evangelho, então todas as nossas forças devem estar voltadas para esse objetivo.

 

Devemos buscar a nossa “medalha de ouro”, mas não se trata de vitória sobre os outros, e sim de nos empenharmos no melhor de nós mesmos na vivência do Evangelho. A cada passo se conquista a vitória, mesmo que haja passos difíceis, sofridos e que possam parecer derrota. “É Deus que nos dá a vitória, por isso sede firmes e constantes, sabendo que vosso esforço não é inútil no Senhor” (1Co 15, 57-58.) 



Escrito por P. Elcio Toledo às 08h05
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JMJ 2016

JOVENS: LUZ PARA AS NAÇÕES.

 

Hoje se encerra na Polônia a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Apesar da distância, podemos acompanhar pelas TVs católicas esse grande evento da Igreja.  E ao presenciar a quantidade de jovens que se deslocaram até Cracóvia, lembramo-nos da presença do Papa Francisco na JMJ que o Brasil sediou há três anos. Foram grandes graças para a Igreja, não só pela gigantesca reunião de jovens, mas sobretudo pela renovação de ânimos que o Papa nos trouxe. Esperamos que a JMJ deste ano seja tão profunda e marcante quanto à anterior.

Porém nos questionamos sobre o que permanece para nossa caminhada. Com certeza sentimos a força dos jovens cristãos, mas pode acontecer que não haja continuidade e tudo caia no esquecimento.

Lembro-me das palavras de Isaías: “Não basta seres meu servo [...] eu te farei luz das nações para que a salvação chegue aos confins da terra” (Is 49, 6). Podemos atualizar essa profecia: “Não basta reunir os jovens de todo o mundo, mas é preciso que esses jovens sejam luz das nações”, ou seja, não apenas participar de um instante de grande júbilo, e sim voltar renovado e ser luz no lugar onde se vive. E para isso a JMJ não pode ser um passeio ou um espetáculo, mas deve ser um “exercício espiritual” onde se ouve o que Deus fala.

O tema da JMJ é: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7). O jovem não será luz para as nações se não refletir em si o Cristo, fonte da verdadeira luz. E Jesus é misericordioso. É muito importante vivenciar o amor do Pai e depois levar esse amor até às pessoas com quem se convive. Ser misericordioso é ter compaixão como Jesus teve. Quando alguém se aproxima para impor sua opinião, ele é um intruso, mas quando se aproxima interessado em compreender e colaborar, então ele é misericordioso e está iluminando aquela realidade com a luz de Jesus.

 

A partir da JMJ, Deus nos chama a agir com misericórdia para levarmos a luz de Cristo para o mundo. Não é preciso viajar à Polônia para ouvir esse chamado, mas é necessário viver o espírito desse evento, entrar em sintonia com Deus e estar em comunhão com a Igreja e com sua missão de irradiar essa luz.

 

(Artigo publicado na Revista Mensageiro do Coração de Jesus, nº1342, jul/ago/2016.



Escrito por P. Elcio Toledo às 07h37
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