Blog de Padre Elcio Toledo


 
 

Poema concretista

A GRAMÁTICA E OS GRAMÁTICOS

 

 

Este poema em estilo concretista, é uma homenagem a todos meus professores de língua portuguesa, em especial a Marlene, de João Pessoa, que assistiu ao nascimento do mesmo.

 

 

CEGA

     GALA

           CEGALA

           SACONE

     CONE

SACO



Categoria: CRONICAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 20h11
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poema mineiro

SÓ UM CADINHO MIÓ

Pe.  ELCIO José de Toledo, SJ

 

 

 

Já rodei muito na vida,

Quase o Brasil inteiro

Estradas do norte e do sul

Sem ter nenhum paradeiro.

Ma vou contar uma coisa

E nisso sou bem verdadeiro

Se o mineiro sai de Minas

Minas nunca sai do mineiro

 

E não pode sair mesmo

Digo de um jeito maneiro

Depois de conhecer o Brasil

Eu posso dizer bem faceiro

Que quem conhece Minas,

Conhece o Brasil inteiro

E orgulhar-se de ser de Minas

É orgulhar-se de ser brasileiro.

 

Veja o Norte de Minas

Igual a cearense Icó

Tanta seca e pobreza

Que faz qualquer um sentir dó

Aquele calor e secura

Lembra o sertão Seridó

Ali é praticamente o Nordeste.

Só que “um cadinho mió”

 

Sim, Minas também tem nordeste

Jequitinhonha, dizia minha avó.

Gente aguerrida e guerreira

Que sempre agüenta o jiló

Mas que sabe descansar sossegado

Pescar, esperar o anzol.

Parece o povo baiano

Só que um “cadinho mió”.

 

Mas é no vale do Mucuri

Que a terra parece de um faraó

Lá tem gente honrada e honesta

Que não vai para o xilindró

Lá o pessoal aproveita de tudo

Dá valor até ao mocotó

Parece muito a Paraíba

Só que é um “cadinho mió”

 

E o povo do nosso Rio Doce

Povo moreno queimado do sol

Mas que trabalha na terra

Quieto poupando o gogó

Naquelas terras bonitas

Canta alegre o curió

É um pedaço do Espírito Santo

Só que um “cadinho mió”.

 



Categoria: CRONICAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 10h05
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poema mineiro continuação

E na zona da Mata

Antes, lá era o cafundó.

Hoje tem gente que pensa

Que lá só é festa: samba, baião, carimbó

Mas lá se trabalha bastante

Não pense que é só futebol

Lá é igual o Rio de Janeiro

 Só que um “cadinho mió”.

 

E o nosso sul de Minas

Perseverante como o profeta Jó

Gente que não teme o trabalho

Num labor de sol a sol

Terra de gente importante

Vestida de gravata e paletó

Parece o povo paulista

Só que um “cadinho mió”.

 

E o povo cafeeiro

Com os pés sujos de pó

Não têm medo de nada

Neles ninguém dá o nó

Café com leite no Brasil

É o nosso grande xodó

Parece o sul de Brasil

Só que um “cadinho mió”

 

O povo do Triangulo

Que usando um braço só

Derruba um boi pelo chifre

Faz dele um simples totó

È um povo esperto e matreiro

Que não perde tempo fazendo filó

Igual o povo do Mato Grosso

Só que um “cadinho mió”.

 

E nas nossas Cidades Históricas

Tudo no estilo rococó

lugar de gente ilustre

Tiradentes, Juscelino, Zé Arigó

Terra de revolução e de luta

Inconfidência, revolta, quiproquó 

Poderia ser a capital do país

Só que um “cadinho mió”

 

E no Alto Paranaíba

Café, pães de queijo e de ló

De frutas gostosas, o abricó

Lugar de aves campeiras

A ema, o pavão, o carijó

Lugar de festas famosas

Rezas, danças, forró

Parece muito Goiás

É só um “cadinho mió”.

 

Se em Minas está o Brasil

Em Belo Horizonte o Brasil é um só

Mineiro de todos os lados

Juntos, amarrados com grande nó

Aos pés da serra do curral

Pertinho da serra do cipó

Não deve nada pra nenhuma capital

Só que a nossa é MUITO E MUITO MIÓ.

 



Categoria: CRONICAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 10h03
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A PRIMEIRA PEDRA

Luiz Fernando VERÍSSIMO

 

E os fariseus trouxeram a Jesus uma mulher apanhada em adultério, e perguntaram a Jesus se ela não deveria ser apedrejada até a morte, como mandava a lei de Moisés. E disse Jesus: aquele entre vós que estiver sem pecado que atire a primeira pedra. E a vida da mulher foi poupada, pois nenhum dos seus acusadores era sem pecado. Assim está na Bíblia, evangelho de São João 8, 1 a 11.

Mas imagine que a Bíblia não tenha contado toda a história. Tudo o que realmente aconteceu naquela manhã, no Monte das Oliveiras. Na versão completa do episódio, um dos fariseus, depois de ouvir a frase de Jesus, pega uma pedra do chão e prepara-se para atirá-la contra a mulher, dizendo: “Eu estou sem pecado!”

— Pera lá — diz Jesus, segurando o seu braço. — Você é um adultero conhecido. Larga a pedra.

— Ah. Pensei que adultério só fosse pecado para as mulheres — diz o fariseu, largando a pedra.

Outro fariseu junta uma pedra do chão e prepara-se para atirá-la contra a mulher, gritando: “Nunca cometi adultério, sou puro como um cordeiro recém-nascido!”

— Falando em cordeiro — diz Jesus, segurando o seu braço também — e aquele rebanho que você foi encarregado de trazer para o templo, mas no caminho desviou dez por cento para o seu próprio rebanho?

— Nunca ficou provado nada! — protesta o fariseu.

— Mas eu sei — diz Jesus. — Larga a pedra.

Um terceiro fariseu pega uma pedra do chão e prepara-se para atirá-la contra a adultera, dizendo: “Não só não sou corrupto como sempre combati a corrupção. Fui eu que denunciei o escândalo da propina paga mensalmente a sacerdotes para apoiar a os senhores do templo.”

— Mas foste tu o primeiro a receber propina — diz Jesus, segurando seu braço.

— No meu caso foi para melhor combater a corrupção!

— Larga a pedra.

Um quarto fariseu junta uma pedra do chão e prepara-se para atirá-la contra a mulher, dizendo: “Não tenho pecados, nem da carne, nem de cupidez ou ganância!”

— Ah, é? — diz Jesus, segurando o seu braço. — E aquela viúva que exploravas, tirando-lhe todo o dinheiro?

— Mas isto foi há muito tempo, e a mulher já morreu.

— Larga a pedra, vai.

E quando os fariseus se afastam, um discípulo pergunta a Jesus:

— Mestre, que lição podemos tirar deste episódio?

— Evitem a hipocrisia e o moralismo relativo — diz Jesus.

E, pensando um pouco mais adiante:

E, se possível, a política partidária.

 



Escrito por P. Elcio Toledo às 15h45
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HOMILIAS PARA REZAR

OS AMIGOS DE FÉ

 

 

Jesus continua seu ministério pela Galiléia. Sua fama faz com que a casa de Pedro se torne pequena. Mas agora Jesus se dedica a ensinar (v.2). O tema agora será a fé e o perdão dos pecados.

 

Ao ver quatro pessoas carregando um enfermo numa maca e se esforçando para transpor a multidão e trazê-lo até Ele, Jesus admira-se da “fé que eles tinham” (v.5). Admira-se com a fé de quem? Certamente Jesus se admira da fé dos quatro homens que driblam a multidão para fazer o paralítico chegar até Ele. Foi um esforço muito grande, feito para outra pessoa, e que demonstra que os amigos tinham muita fé em Jesus.

 

Além do olhar externo, Jesus também vê o interior e percebe que o que necessitam naquele momento é uma palavra de ânimo e conforto; “Seus pecados estão perdoados”. Certamente estão perdoados em função da fé que demonstraram.

 

A cura, seguida pela discussão com os fariseus, é para mostrar que Jesus tem o poder de perdoar os pecados, mas também é símbolo de uma vida nova que começa após o perdão. Agora ele carrega o próprio leito e não mais é carregado por ele.

 

E os amigos? Eles desaparecem da cena, mas certamente estão felizes e vão comemorar com o amigo a sua recuperação. Eles foram verdadeiros amigos, pois se arriscaram, sofreram e se esforçaram para fazer o bem ao amigo. Nada pediram para eles e nada lucraram com o acontecimento, seu único interesse era levar o amigo até Jesus. Certamente, diante de tantas pessoas necessitadas que estavam presentes, Jesus se impressionou com o entusiasmo e a dedicação dos amigos que não pode deixar de atendê-los. Como eles não estavam ali por interesses pessoais,  atendeu a eles perdoando os pecados do amigo. A vida nova que começava para o ex-paralítico, também será uma nova vida para os amigos, pois sentiram a alegria que é levar alguém até Jesus.

 

Para aprender com esse episódio, podemos rezar sobre alguns aspectos de sua vida:

·        Como é a nossa fé?: Nós nos expomos, corremos riscos para nos aproximar de Jesus?

·        A solidariedade: Nossa fé é só para nosso “próprio uso”, ou por ela conduzimos os outros a Jesus?

·        O perdão: Cremos que Jesus perdoa nossos pecados a medida de nossa fé e arrependimento?

·        Vida nova: Estamos dispostos a uma vida nova, que Deus propõe para mim?

 

Termine a oração com um colóquio a partir de Sl 40, 2-14

 

GRAÇA - Senhor, ensina-me a ser seu amigo a levar meus amigos a ti.

PALAVRA DE DEUS – Mc 2, 1-12



Categoria: HOMILIAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 18h08
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HOMILIAS PARA REZAR

A FAMA E O ANONIMATO

 

Hoje em dia vivemos a era da comunicação e da imagem. Todos buscam seus “quinze minutos de fama”. Todos querem comunicar-se e ser conhecidos. Proliferam na internet os blogs, fotoblogs e sites individuais que expõem o perfil do usuário. Todos buscam a fama.

 

No evangelho de hoje, Jesus mostra que o anonimato e a discrição também são vantajosos. Ele queria um apostolado discreto e pessoal, longe dos holofotes, como deixa claro ao tentador no deserto (Lc 4, 9-12) e por isso pede que o ex-leproso não diga a ninguém quem ele era. Jesus se compadece do leproso e o cura, mas sua missão não era ser um curandeiro que viajaria de cidade em cidade. Ele queria instruir o povo na mensagem mais ampla do Reino de Deus.

 

A propaganda do ex-leproso foi em torno de sua cura e o perigo era que os necessitados viessem até Jesus apenas para serem curados e não para conhecer, amar e servir “o Senhor que tem o poder de curar”. Jesus optou por não entrar nas cidades e não ser o centro das atenções, assim sua missão poderia ser mais bem compreendida, pois só os que realmente cressem nele sairiam da cidade para vê-lo.

 

O curioso é que o mesmo leproso que deu fama a Jesus foi relegado à condição de homem comum: o leproso deveria ser uma pessoa pública, conhecida e identificada para que os outros não se aproximassem dele (Lv 13, 44-46). Com a cura, ele pode ir ao meio do povo, comunicar-se livremente até que todos esqueçam quem ele era e o aceitem como um deles. A libertação para o leproso foi libertar-se de sua (má) fama.

 

Essa cena nos convida a aprender de Jesus a humildade e o anonimato. A condição de liderança cristã traz consigo uma exposição e uma fama, mas devemos ter cuidado para que nossa fama se deva à nossa missão e não a um desejo de reconhecimento social. Que as pessoas nos conheçam por nossa fidelidade ao Evangelho total e que não busquemos a fama como “massagem no ego”. No entanto, saibamos acolhê-la com humildade se ela for sinal de nossa coerência com o Evangelho.

 

Devemos buscar, sobretudo, ser pessoas do povo, iguais a ele, para podermos livremente e com simplicidade anunciar o que Jesus propõe com sua mensagem.

 

Para aprender com as atitudes de Jesus, podemos rezar sobre dois aspectos de sua vida:

·        Ver nossa confiança em Jesus: o leproso acreditou e confiou no poder da vontade de Cristo. Como eu me aproximo dEle?

·        A fama e o reconhecimento: Ao exercer alguma liderança cristã, serei exposto e ficarei de certa forma famoso. Como lido com isso? Como ser conhecido sem querer subir em nenhum pedestal, mas praticar a humildade?

 

Termine a oração com um colóquio a partir de 1Co 10, 31-33 “Fazei tudo para a glória de Deus”

 

GRAÇA - Senhor, ensina-me a ser misericordioso e humilde como você.

PALAVRA DE DEUS – Mc 1, 40-45



Categoria: HOMILIAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 17h26
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HOMILIA PARA REZAR

O HORIZONTE DA COMPAIXÃO

 

Neste domingo, a liturgia nos propõe o início do evangelho de São Marcos, quando Jesus está no começo de sua vida missionária e atua nas proximidades do lago de Genezaré. (Mc 1, 29-39)

 

São apresentados três momentos da ação de Jesus: curando a sogra de Pedro (vv. 29-31); atendendo ao povo de Cafarnaum (vv. 32-34), e pregando de cidade em cidade pela Galiléia (vv. 35-39).

 

Jesus é movido por um sentimento de solidariedade e compaixão. Ao perceber o sofrimento e a necessidade do outro, Ele age em favor dessa pessoa. É interessante contemplar como o círculo de atuação de Jesus vai crescendo: começa no ambiente familiar de Pedro, ele tinha ido àquela casa para descansar e fazer uma visita de amizade, mas está atento ao sofrimento daquela senhora e vai até ela para ajudá-la. Pouco depois ele já transforma a casa de Pedro num lugar de acolhida para todos da cidade. Por fim, resolve passar por todas as cidades da Galiléia, pois nem todos que necessitam dele poderiam deslocar-se até Cafarnaum. Sabemos que no final do Evangelho Jesus pedirá para que sua mensagem chegue a todo o mundo (Mc 16, 15).

 

Para aprender com as atitudes de Jesus, podemos rezar sobre três aspectos de sua vida:

·        Nosso olhar de compaixão: o que sentimos diante do sofrimento dos outros? Como anda nossa solidariedade e com-paixão?

·        O horizonte que nosso olhar alcança: De quem sentimos compaixão? Só em nossa família? Também na vizinhança? Diante dos problemas do mundo? Perceber como Jesus buscou o equilíbrio de sua ação entre familiares, concidadãos e mundo.

·        A ampliação de seu horizonte: Você já saiu de casa? de sua Cafarnaum?. Sente que essa mudança de lugar também amplia seu horizonte de solidariedade e compaixão? Ou seja, você passa a enxergar mais longe?

 

Agora convido você a fazer uma oração a partir de 1Co 9,16 “Ai de mim se eu não evangelizar”

Peça a seguinte graça - Senhor, ensina-me a ser misericordioso e compassivo como você.

Boa oração e até a próxima semana.



Categoria: HOMILIAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 23h21
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1º Domingo da Quaresma

NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO

No discernimento espiritual costumamos usar os nomes de “bom espírito” e “mau espírito” para nos referirmos às influências que temos de Deus ou de outras fontes. Esses termos são usados por Santo Inácio em suas Regras de discernimento dos espíritos e se tornaram clássicas na espiritualidade cristã.

Podemos chamar de “bom espírito” toda influência que nos leva para Deus, para a Igreja, ou para uma vivência melhor do Evangelho. Somos influenciados por Deus quando somos tocados por uma palavra da Bíblia, um conselho amigo, alguma letra de canção e desejamos praticar aquilo que aprendemos.

Chamamos de mau espírito todo o contrário. É aquela influência que nos leva a agir segundo nosso egoísmo e nossa vaidade e nos afasta de Deus. Somos influenciados pelo mau espírito quando uma propaganda do mundo nos leva a alimentar valores contrários a Deus.

O discernimento é saber distinguir se o que nos influencia vem do bom ou do mau espírito.

Para uma pessoa que vem crescendo na fé, que já tem uma vida espiritual e participa ativamente da Igreja pode parecer mais fácil: O que vem de Deus nos leva à Igreja e o que não vem Dele, nos afasta dela! Porém nem sempre é tão fácil, pois a influência do mau espírito age em todos, e para essa influência damos o nome de tentação.

Até Jesus teve suas tentações (Mt 4, 1-11; Lc 4, 1-13). Jesus estava bastante afinado com a mensagem do Pai. Claro que não desistiria de sua missão com facilidade. A voz do mau espírito não conseguiria que Jesus se calasse diante de sua missão então ela age em outra direção, na de gritar sobre a missão ou de realizá-la pelo meio mais fácil.  As tentações de Jesus foram no sentido da comodidade de usar seu poder para si próprio, da facilidade pelos milagres, da utilidade de usar o poder de Deus para conseguir o poder e da brevidade de sua missão. Por que a tentação ia no sentido de que se Jesus seguisse os conselhos do tentador sua missão teria êxito em poucas semanas. Foi realmente uma tentação.

Qual o critério que Jesus usou para descobrir que essa voz não vinha de Deus? Confrontá-la com a voz do Senhor. Para cada tentação Jesus recordou-se de algum versículo que o ajudou a discernir. Mas não foi apenas a lembrança dos versículos, foi a assimilação do valor que está atrás dele, pois o tentador também usou a Bíblia para tentá-lo (Mt 4, 5-6), mas de uma forma que a fizesse dizer o que ele queria que ela dissesse e não no sentido de ouvi-la e obedecê-la.

Jesus já tinha assimilado de Deus a forma como deveria agir e nenhuma tentação poderia colocar-se entre ele e o Pai, por isso resistiu e venceu.

Nós também devemos assimilar os valores bíblicos do Reino de Deus, que são ensinados pela Igreja e vividos pelos cristãos. Assim teremos os critérios para distinguir se é Deus quem nos influencia ou se somos influenciados pelos tentadores que querem nos afastar de Cristo.

Não foi à-toa que Cristo nos pediu que rezássemos ao Pai pedindo que “não nos deixasse cair em tentação, mas nos livrasse do mau”.



Categoria: HOMILIAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 22h34
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dia do trabalho

 

Nossa homenagem a todos os trabalhadores do Mundo

QUANTO VALE UM CORAÇÃO?

Ziza Fernandes

 

Quanto vale aquele homem
Com sorriso quebrado, vestido laranja
A vida encurralada, dando a sua canja
Enquanto leva o lixo do meu chão?

 

Onde vai aquele homem
Pulando a madrugada no seu caminhão
Gastando o seu suor no meu sabor sagrado
Enquanto assa o trigo do meu pão?

O que pensa aquele homem
Que cheira gasolina e lustra o meu espelho
Enche o meu tanque e vai de lotação
Enquanto abastece minha contramão?

 

Quem vai ser aquele homem
Que veste o meu medo e calça minha sombra
Que sempre me assusta na escuridão
E ganha uma moeda como redenção?

 

Quanto vale um coração?
Isso não se fala, não
Um rosto que se possa olhar
Mais do que tem pra oferecer

 

Quanto vale um coração
Você não sabe, não? Nem eu!
Só Deus vê...
Muito além do que se pode ver

 ouça essa música no You Tube



Escrito por P. Elcio Toledo às 23h19
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02 02 2011

Homilia de abertura da CV-2011 – Solenidade da Apresentação do Senhor.

 

Queridos irmãos e irmãs. O tempo litúrgico do natal não dura mais que algumas semanas, terminando com a festa do Batismo do Senhor que normalmente é ainda na primeira quinzena de janeiro. No entanto as celebrações dos mistérios da infância do Senhor se espalham pelo ano. E isso porque damos valor ao fator temporal das datas. Assim a festa da anunciação do anjo à Maria é 25 de março, nove meses antes do natal. O nascimento de João Batista é 24 de junho, visto que quando ele nasceu Maria contava três meses de gravidez. E a apresentação do Senhor, realizada no 40º dia de nascimento, só pode ser celebrada no dia 2 de fevereiro, 40 dias depois.

Essas festas do mistério da infância renovam o espírito natalino e o distribuem pelo ano. Assim que hoje estamos celebrando uma festa natalina, um tempo natalino inserido no tempo comum, lembrando-nos que Jesus se apresenta, nasce, no comum de nosso cotidiano.

E celebrar essa festa na abertura da Comunidade Vocacional tem muito sentido. De fato muitas congregações, e a Companhia em particular, têm nessa data o início do processo formativo de seus membros. São muitos os jesuítas que celebram hoje seu aniversário de ingresso em nossa Ordem. E isso porque nessa data apresentam suas vidas ao Senhor.

Não nos esqueçamos quem é que se apresenta no templo e causa a alegria de Simeão e Ana. Quem é que se apresenta ao mundo no dia de hoje? É aquele menino que ficaria 30 anos no escondimento de Nazaré. Aquele menino que se prepararia durante muitos anos para depois surgir com luz para as nações.

Também vocês hoje aqui se apresentam. E também haverá um tempo de Nazaré, tempo de formação e meditação sobre suas futuras missões. Para alguns de vocês, que já tinham uma missão na igreja local, pode até parecer um retrocesso. Mas é somente nessa Nazaré que a luz encontrará condições de brilhar.

A festa de hoje, por uma tradição da antiga Gália (atual França) é a festa das luzes. E Maria é apresentada como Nossa Senhora da Candelária, ou das Candeias. Não temos luz própria, mas queremos que o Cristo brilhe em nós. Que essa festa da apresentação do Senhor, também seja nossa apresentação diante dele para que um dia possamos ajudá-lo a brilhar mais ainda.

Amém

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Categoria: HOMILIAS
Escrito por P. Elcio Toledo às 23h19
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